Trabalhos apresentados na NPV de 5 de Fev. 2011
Nas nossas Noites de Poesia de Vermoim que se realizam no primeiro sábado do mês vários poetas apresentam trabalhos seus que ficam arquivados para uma possível edição alguns anos depois, na Antologia das Noites de Poesia de Vermoim.
Decidimos (caso os autores o autorizem, claro!) publicar alguns desses trabalhos neste espaço, durante o mês a que dizem respeito.
Os poemas a serem inseridos neste espaço serão seleccionados por nós. Contactaremos, depois, os poetas para a respectiva autorização e o envio do trabalho por email para saturnogomes@netcabo.pt.
Depois é só inserir no blog Movimentum - Arte e Cultura (http://movimentum-blogando.blogspot.com/) e esperar que os poetas que nos visitam mensalmente no Salão Nobre da Junta de Freguesia e os leitores do nosso blog gostem das nossas escolhas.
Começamos hoje com o poema dito pela Maria Mamede no passado sábado:
CARNAVAL
Carnaval, 2001;
e dez anos são passados…
nesse ano, como agora
houve quem não apoiasse
minha ideia original
de falar em mascaradas;
e hoje em passo de lesma
vai-se a ver, favas contadas
vira o disco e toca a mesma…
nesse tempo então corria
a marcha desenfreada
para o Porto capital
da cultura, e já se vê
foi uma tal correria
pra esburacar a cidade
em prol da evolução
vá-se lá saber porquê…
ficou diferente a cidade;
melhor? mais bela?
Isso sim…
não acho
e quanto a mim
foi perrice de quem manda
ao querer tudo diferente
fez poucochinho da gente
e faz de conta, ainda
que pôs a cidade linda!
Mas voltemos ao assunto
desta noite de folia…
não será consensual
este meu modo de ver
mas tal como nessa altura
continua a haver fartura
de quem mande, bem ou mal
e podem ter a certeza
que a República Portuguesa
é um caso excepcional
no mundo inteiro
e arredores…
o facto, meus senhores
e senhoras, pois decerto
é que continua aberto
desde o norte até ao sul
um Buraco Magistral.
Digam-me lá, com franqueza
se é ou não é verdade
que as finanças, a cultura,
a justiça, a educação
e os outros ministérios
não anda tudo perdido
tudo em grande aflição
por todo o lado à procura
da máscara que lhes convém?
E que o que se vê nesta altura
é que é tudo um vai de roda
pra que nada acabe mal…
e o pobre do Zé Povinho
cinto bem apertadinho
tão cansado de promessas
ao ver seu mundo às avessas
faz de tudo um CARNAVAL!...
Maria Mamede
Etiquetas: Poemas das Noites de Poesia de Vermoim


