Noite de Poesia em Vermoim - 4 Dezembro 2010 - a reportagem
José Gomes
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REQUIEM POR ALGUÉM
(TIMOR)
Tu... Que tudo vês e tudo perdoas
Tem piedade;
Abandonadas ao "Deus não Dará ",
Morrem;
Santa Cruz, cemitério dos vivos,
Eles dali,
Rezam e pedem pelo Vossos Amor,
Que dês a ESPERANÇA
De um dia haver PAZ,
Lá longe em TIMOR ;
Gritos, perde-se a voz
Vive-se e morre-se
Às armas do inimigo atroz;
Por culpa da culpa
Dalguns e dos outros
E de todos nós
Que gritam em clamor
Pedindo ao MUNDO
Pelo Povo Maubére
Lá longe em TIMOR ;
TU...Deus..., lá do Céu
Em vigílias de REVOLTA
Por um POVO a sucumbir,
Pedem um DIA NOVO
Que jamais tarda a vir
E, o inimigo profundo
Que tudo domina,
Destrói e mata,
E TU... ?, Onde estás ... ? ... oh... Mundo !
A tudo assiste...,
E, lá longe em TIMOR
A GENTE,
COM FÉ E CORAGEM
Ainda resiste
5/12/91
TIMOR
Que a Liberdade chegou...
O POVO rejubilou
E nas ruas festejou
Com Vivas à LIBERDADE,
Mas, no outro lado do MUNDO
Onde o Mar é mais profundo;
Outros POVOS de verdade,
Lutam pela liberdade,
Que lhes foge com a vida
E lhes mata a mocidade;
Nas suas bodas de prata
Comemoradas com fervor
Não pode sentir a alegria
Ao recordar este dia,
Esquecendo o clamor e a dor
E os gritos de morte e revolta
Dos seus irmãos de Timor ;
Também teve e viveu, "à sua maneira",
O histórico 25 de Abril de1974;
Nas ruas de Dili, Baucau e Outras,
Cantou e dançou com os militares de Abril,
Soldados de PORTUGAL;
Eles, - Timorenses -, também queriam ser livres;
Ter a sua Terra, a sua Pátria;
Era pouco, mas era um sonho..., sonho de muitos anos,
PAZ, AMOR e LIBERDADE ..., era pedido "fervente"
Era a ambição humilde..., "o grito" d'Aquela Gente
Mas , ...foi tudo ilusão diluída no tempo,
Aproveitada pelo inimigo atroz,
Que destrói e mata :-... e, o POVO ?
O Povo ?,... mantém a esperança orando a Deus,
Deus, que lá do seu "Reino Celestial", os conforta,
Mas, é no silêncio da mata...!
Qu'eles recordam, por vezes;
.. era boa a NOSSA TERRA...!,
No tempo dos Portugueses!...;
Imploram aos "deuses" da terra
Para que acabem com a guerra,
Fazendo com que TIMOR,
Seja como sempre foi,
Um bastião de Paz ,
Onde houve sempre amor;
É porque Timor merece;
Vai voltar a haver Abril
E as Flores em Timor,
Vão voltar a Florir;
As crianças vão crescer,
Para a sua História aprender...
...E vão voltar a sorrir;
Que a profecia se cumpra,
Ouvindo a voz da razão,
Para que a luta dos homens
Que hoje fomentam a guerra
Possam transformar TIMOR
Num Campo de PAZ e Pão.
ALCANÇADO O ESPIRITO DE ABRIL
Armindo Fernandes Cardoso
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Amigo Zé Gomes
Se alguma vez tive vontade de estar convosco na tertúlia mensal de poesia seria no próximo dia 4!... É que... gostava de traduzir para vós os sentimentos que da minha alma e recordações passei ao papel e depositei nas mãos do presidente Aloísio acerca das novas instalações da Junta... (de "PAMAIAL" a Junta de Freguesia de Vermoim).
Contudo, uma visita cultural do Instituto da Maia a Salamanca nos dias 3 e 4 (!) exigirá a minha presença...
Também não tive oportunidade de fazer "o trabalho" sobre as "espigas"...
Junto deixo para a segunda parte um pequeno apontamento sobre o "frio" em Junho!... Se quiseres lê-lo a fim de marcar a minha presença nesta ausência "forçada"...
(…)
Jaime
Este frio mês de Junho!
Frente a mim, lá na antena
Do vizinho está pousado
Um melro, silhueta pequena.
Sobre o telhado da casa
Todo encolhido de frio
Estende e sacode a asa.
Habituado a escutar
Seu concerto nesta hora
Em que o dia está a acabar…
Nem sequer solta um pio.
Pra minha grande surpresa
Desta vez fica calado…
Virou mudo concerteza!
Do costume ao arrepio
Reconheço a razão…
De facto está muito frio!
O que é feito do calor
De Junho ao fim da tarde
Que parece tudo arde?!
E seus concertos de amor
Sem ruídos ou alarde
Embrulhando o sol-pôr?!
Resta calado o cantor
Só o silêncio se sente
E comigo fica a dor
Desse seu cantar ausente…
E reclamo contra a vida
Que me prega esta partida!
(Maia, em 7 de Junho de 2009
– dia da comunhão solene do nosso Pê –
23 horas)
Jaime Gonçalves
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A reportagem do dia 3 de Novembro de 2007Desta vez assustei-me!!! Faltavam 10 minutos para as 21,30 horas quando entrei no Salão Nobre da Junta e deparei-me com este completamente cheio! Muitas crianças, numa roda viva, afinavam as suas vozes, as flautas, o saxofone e o órgão… parei no meio do Salão e lancei um olhar interrogador à mesa onde me deveria sentar e mal reparei no sorriso do Mário Jorge. Dei meia volta e fui chamar a Milú e a Maria Mamede que deixara no café e pedi-lhes para tomarem os seus lugares.
Sentámo-nos à mesa, pedi aos presentes para se inscreverem nos temas propostos para esta Noite de Poesia e pouco passava das 21,30 horas, agora com o Salão Nobre ainda mais cheio de tanta gente, de tanta criança, de tantos papás e mamãs que não se cansavam de tirar fotografias dos seus filhotes, quando começamos.
Mário Jorge introduziu a "Escola de Música da Filarmonia de Vermoim" que nos iria acompanhar no “Sarau de Poesia de 3 Novembro”.
Começaram os mais pequeninos (4 a 7 anos), interpretando “Castanhas, castanhas” e “1,2.3 Castanhas”. Uma peça a que deram vida à letra através da expressão corporal. Foram acompanhados à flauta pela Maria Luísa (8 anos) e Ana Sofia (9 anos).
Adérito Morais “abriu” a Noites de Poesia em Vermoim com um poema dedicado ao tema (“Despidas, mas sempre belas”), seguindo-se intervenção dos poetas Helena Guimarães, Maria Mamede, Teresa Gonçalves, Armindo Cardoso, Manuela Miguéns (pela voz da Maria Mamede) e Albino Santos.
José Gomes deu a voz aos poetas que enviaram trabalhos através da rubrica "Poesia na Net": João Diogo, Margusta, Jaime Gonçalves e Lena Maltez.
Os “miúdos” da Escola de Música da Filarmonia de Vermoim, nesta primeira parte, interpretaram:
- “Quando chega o Outono” – flautas – Maria Luísa e Ana Sofia (8 e 9 anos):
- “Papagaio Louro” – flautas – Gonçalo, Bárbara, Bruna, Francisco e Jorge (8,9,11,11 e 14 anos);
- “Pombinhas da Cat’rina” – flautas – Ana, Gonçalo, Bárbara e Pedro (8,8,9 e 13 anos);
- “Hino da Alegria” – flautas – Ana, João, Bruna, Francisco e Jorge (8,11, 11, 11 e 14 anos);
- “Menina estás à janela” – flautas – Pedro e Marta (13 e 27 anos).
Desta primeira parte escolhi o poema de Helena Guimarães:
Despidas, mas sempre belas!
Não saber que existe
mácula no coração do Homem,
ambição a desenhar a vida,
inveja a envenenar o sangue,
mentira a entortar a boca.
Queria esquecer as verdades,
axiomas ditos absolutos
inculcados pelos média
no aculturado pensamento global.
Ignorar os paraquês da massificação
porque somos gerados
diferentes em forma e intenção.
Acreditar, por um momento,
que me posso encontrar
neste oceano de palavras
que me afrontam os sentidos.
Que a liberdade de ser
vem escrita no ADN
e é preciso procurar
por baixo do vidro,
cumprir o destino do Inverno,
como as árvores solitárias
de ramos entrelaçados
sacrificam as suas vestes,
guardam no frio e no silêncio
a força adormecida da vida
cativando o nosso olhar.
Intensas, na sua autenticidade,
despidas, mas sempre belas!
Helena Guimarães
(Poema declamado pela a autora, nesta Sessão).
Fernanda Garcia abriu o "Tema Livre”. Armindo Cardoso, depois de ter declamado os seus poemas para este tema e, como já bem sendo hábito, recordou o saudoso poeta José Castro Reis, através de um poema do livro “Esta Cidade que eu Amo”.
Leonor Reis declamou, também, um poema de seu pai.
António Castilho Dias leu-nos uma sátira que serviu para sorrir e fazer descontrair as pessoas que enchiam o Salão Nobre.
- 18 Novembro 2007, pelas 16 horas – “O CANTO DO ZECA – Tributo a José Afonso” – participação, entre outros, de Francisco Fanhais e José Mário Branco, no Fórum da Maia;
- 24 Novembro 2007, pelas 16 horas – lançamento do livro de Cesário Costa, “Morto por te ver!... – cartas de um soldado na guerra em Angola (1967-1969)”, no Palacete dos Viscondes de Balsemão, no Porto;
- 24 Novembro 2007, pelas 18 horas – abertura da Exposição Colectiva do Núcleo de Fotografia do Flor de Infesta, nesta Associação, em S. Mamede Infesta;
- 24 Novembro 2007, pelas 21,30 horas – “Uma Noite Recordando… Adriano Correia de Oliveira”; participação: José Gomes, Maria Mamede, Carlos Andrade, João Teixeira, José Silva, na Cripta da Igreja de Gueifães.
- 1 Dezembro 2007, pelas 16 horas – apresentação do livro do poeta Jorge Casimiro, das Caldas da Rainha, no Clube dos Fenianos, no Porto.
O tema proposto para a próxima Noites de Poesia em Vermoim (dia 1 de Dezembro, pelas 21,30 horas) é “É sempre Natal, no peito!”.
Cá vos esperamos em Dezembro!
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