domingo, 5 de dezembro de 2010

Noite de Poesia em Vermoim - 4 Dezembro 2010 - a reportagem


Movimentum – Arte e Cultura nasceu no dia 30 de Novembro de 1993, data em que O Comércio do Porto publicou a primeira entrevista dada pelas suas fundadoras: Maria Jerónima (Artesã) e Maria Mamede (Poetisa).
Quer dizer que o Movimentum - Arte e Cultura acabou de fazer 17 anos de existência, sem alarido, sem popa e circunstância, sem discursos, sem festas... continuamos o nosso caminho, rumo ao Futuro!
Um grande abraço ao Movimentum e a todos aqueles que teimam em mantê-lo bem vivo.



Foi uma noite bem fria, com muita chuva, de fim de outono a cheirar ao pico do inverno. Maria Mamede deu as boas vindas aos poetas e amigos que ousaram enfrentar este tempo rigoroso, dando-nos o calor da sua companhia.

Fernando Fernandes, o nosso convidado para a rubrica "15 minutos com...", devido a um problema grave de saúde não pode estar presente. Com os nossos desejos de rápidas melhoras, esperamos tê-lo na nossa companhia no dia 8 de Janeiro de 2011 (como o primeiro sábado do próximo mês calha no dia 1 de Janeiro, dia em que gostamos der estar com a nossa família, a Noite de Poesia será nesse dia).

Colaboraram neste Serão os poetas Armindo Cardoso, Teresa Gonçalves, Cesário Costa, Victor Hugo de Freitas (que veio directamente de Lisboa visitar os amigos e fez questão em estar presente nesta Noite de Poesia em Vermoim), Fernanda Garcias, Jaime Gonçalves, Irene Lamolinairie, Angelino Santos, Teresa Vaz, Pedro Cabral, Maria José Leite, António Castilho Dias, Ercília de Freitas, João Diogo (Poesia na Net, lido por José Gomes), José Gomes, Maria Mamede (que dedicou um poema de Fernando Sylvan, "Meu Natal Timor", à Milú, que não pôde estar presente, e ao Victor Freitas), Manuela Miguéns e Marília Manuela.

Mário Jorge, em seu nome e no do executivo da Junta de Freguesia de Vermoim, desejou um Bom Natal e um Bom Ano Novo, lembrando ainda que no próximo dia 18 de Dezembro, pelas 21,30 horas, neste mesmo Salão Nobre, a poetisa Maria José Santos Leite vai fazer a apresentação do seu livro "Mágica Ponte Entre Diferentes Mundos".

Nós voltamos no dia 8 de Janeiro de 2011 e escolhemos para tema para esta Noite de Poesia em Vermoim:

AS PRENDAS DOS REIS

Um abraço,

José Gomes




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domingo, 6 de setembro de 2009

A NOITE DE POESIA de 5 Set 09




Estes foram alguns
dos intervenientes nesta Noite de Poesia...


VINDIMAS foi o tema e o mote para a "rentré" das Noites de Poesia em Vermoim, depois de umas curtas férias.

José Gomes, perante uma plateia atenta e interventiva, deu as boas vindas aos presentes, transmitiu as mensagens dos nossos habituais poetas que, por vários motivos, não puderam estar presentes (alguns marcaram presença através dos poemas enviados para a rubrica Poesia na Net) e agradeceu a presença de Carlos Andrade que com a sua música e a sua voz iria animar este Serão.

Mário Jorge, em seu nome e no da Junta, saudou todos os presentes.

Passou-se em seguida para a declamação dos poemas dedicados ao tema Vindimas. Nesta parte intervieram António Vales, Fernanda Garcias, Teresa Vaz, Ercília Freitas, Irene Lamolinairie, Domingos Ferreira, Armindo Cardoso, Cesário Costa, Lourdes Costa, José Gomes e Helena Guimarães.

No tema Livre intervieram Fernanda Garcias, Ercília Freitas, Irene Lamolinairie, Domingos Ferreira, Castilho Dias, Armindo Cardoso, António Vales, José Gomes, Lourdes Costa e Helena Guimarães.

José Gomes e Irene Lamolinairie leram os poemas enviados por João Diogo, Leonel Olhero, Jaime Gonçalves, Maria Mamede, Silvino Figueiredo e Lena Maltez.

Carlos Andrade interpretou Laurinda (Vitorino), Arte Poética (Hélia Correia), Poema da Malta das Naus (António Gedeão), Ya Sabes Mi Paradero (cancioneiro espanhol com arranjo de Federico Garcia Lorca), Os Rostos da Paz (Lígia Maria/Carlos Andrade), Porque (Sophia Mello Breyner/Francisco Fanhais), e Caminhando (Geraldo Vandré).

José Gomes, antes de encerrar a Noite de Poesia lembrou que no dia 30 de Agosto fez 10 anos que o povo de Timor escolheu o seu destino, através de um referendo que fez história e que abriu as portas á independência de Timor Leste. Deu a palavra a Armindo Cardoso que declamou 2 poemas seus escritos em 5 Dez 91 e 23 Abril 99.

Deixo-vos com esses poemas:


REQUIEM POR ALGUÉM

(TIMOR)


Tu... Deus,

Tu... Que tudo vês e tudo perdoas

Tem piedade;


Gentes tementes e crentes

Abandonadas ao "Deus não Dará ",

Morrem;

Santa Cruz, cemitério dos vivos,

Eles dali,

Rezam e pedem pelo Vossos Amor,

Que dês a ESPERANÇA

De um dia haver PAZ,

Lá longe em TIMOR ;


Lamentos, Credos e Lágrimas

Gritos, perde-se a voz

Vive-se e morre-se

Às armas do inimigo atroz;

Por culpa da culpa

Dalguns e dos outros

E de todos nós

Que gritam em clamor

Pedindo ao MUNDO

Pelo Povo Maubére

Lá longe em TIMOR ;

TU...Deus..., lá do Céu


Com os homens da Terra

Em vigílias de REVOLTA

Por um POVO a sucumbir,

Pedem um DIA NOVO

Que jamais tarda a vir

E, o inimigo profundo

Que tudo domina,

Destrói e mata,

E TU... ?, Onde estás ... ? ... oh... Mundo !


MUNDO que, impávido e sereno

A tudo assiste...,

E, lá longe em TIMOR

A GENTE,

COM FÉ E CORAGEM

Ainda resiste


Armindo Fernandes Cardoso

5/12/91




O outro é:


TIMOR


Foi há vinte e cinco anos,

Que a Liberdade chegou...

O POVO rejubilou

E nas ruas festejou

Com Vivas à LIBERDADE,

Mas, no outro lado do MUNDO

Onde o Mar é mais profundo;

Outros POVOS de verdade,

Lutam pela liberdade,

Que lhes foge com a vida

E lhes mata a mocidade;


Portugal,...

Nas suas bodas de prata

Comemoradas com fervor

Não pode sentir a alegria

Ao recordar este dia,

Esquecendo o clamor e a dor

E os gritos de morte e revolta

Dos seus irmãos de Timor ;


O Povo Maubére,

Também teve e viveu, "à sua maneira",

O histórico 25 de Abril de1974;

Nas ruas de Dili, Baucau e Outras,

Cantou e dançou com os militares de Abril,

Soldados de PORTUGAL;

Eles, - Timorenses -, também queriam ser livres;

Ter a sua Terra, a sua Pátria;

Era pouco, mas era um sonho..., sonho de muitos anos,

PAZ, AMOR e LIBERDADE ..., era pedido "fervente"

Era a ambição humilde..., "o grito" d'Aquela Gente

Mas , ...foi tudo ilusão diluída no tempo,

Aproveitada pelo inimigo atroz,

Que destrói e mata :-... e, o POVO ?

O Povo ?,... mantém a esperança orando a Deus,

Deus, que lá do seu "Reino Celestial", os conforta,

Mas, é no silêncio da mata...!

Qu'eles recordam, por vezes;

.. era boa a NOSSA TERRA...!,

No tempo dos Portugueses!...;


Agora, ... sós no mundo, mas com Fé,

Imploram aos "deuses" da terra

Para que acabem com a guerra,

Fazendo com que TIMOR,

Seja como sempre foi,

Um bastião de Paz ,

Onde houve sempre amor;


E, se assim acontecer

É porque Timor merece;

Vai voltar a haver Abril

E as Flores em Timor,

Vão voltar a Florir;

As crianças vão crescer,

Para a sua História aprender...

...E vão voltar a sorrir;


E todo o MUNDO anseia

Que a profecia se cumpra,

Ouvindo a voz da razão,

Para que a luta dos homens

Que hoje fomentam a guerra

Possam transformar TIMOR

Num Campo de PAZ e Pão.


SEM PAZ JAMAIS PODERÁ SER

ALCANÇADO O ESPIRITO DE ABRIL



Esta a minha modesta homenagem ao POVO sofredor de TIMOR, na esperança de que, os "donos da Guerra" dêem a PAZ aos homens da TERRA MAUBÉRE, para que se cumpra ABRIL.


Senhora da Hora, 23 de Abril de 1999

Armindo Fernandes Cardoso



Para tomar nota:

19 Set 09 - 16 horas

Sessão de lançamento dos livros da Natália Vale
"A Minha Tempestade e outos contos" e "Emoções Inacabadas" no Salão Azul do Clube Fenianos Portuenses.


18 Set 09 - 21,30 horas
19 Set 09 - 17,00 horas
A BELA E O MONSTRO - Musical
Teatro pela Oficina de Teatro Pé no Charco
Fórum da Maia


28 Set 09 - 21,30 horas
Sessão de lançamento do livro da Irene Lamolinairie
"Vida e Sonhos" no Fórum da Maia.



Voltamos em 3 de Outubro, com o tema ADÁGIOS POPULARES.


Até lá... fiquem com este vídeo do Carlos Andrade:






Um abraço,

José Gomes


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domingo, 5 de julho de 2009

Noites de Poesia em Vermoim - A reportagem

"Noites de Poesia em Vermoim", sábado 4 de Julho de 2000. A última sessão de Poesia antes das férias...

Foi num Salão Nobre completamente cheio (até os programas se esgotaram!...) que a Sessão desta Noite decorreu. O som dos instrumentos de música dos elementos da Filarmonia de Vermoim dava um ar de festa ao ambiente.

Mário Jorge deu as boas vindas aos presentes e às caras novas que estavam no Salão Nobre e apresentou os elementos da Escola de Música da Filarmonia de Vermoim que iam actuar. Fez uma saudação especial à poetisa Nadina Carvalho (que nos acompanha nestas Noites há mais de um ano) desejando-lhe em seu nome e no da Junta de Freguesia de Vermoim os maiores êxitos.

Maria Mamede apresentou a autora e a sua obra, não esquecendo o potencial poético que Nadina Carvalho possui, agoirando-lhe um futuro brilhante no campo das letras.

Albino Santos
leu "Os Dias do Silêncio" e "Hino às Palavras", dois poemas do livro agora apresentado, que classificou de bonitos e com muita força.

Chegou a altura do interregno musical.
Rita Moreira, uma jovem (9 anos) e promissora aluna da Escola de Música da Filarmonia de Vermoim, interpretou em clarinete, "1,2,3" e "Hino da Alegria".

Nadina Carvalho
agradeceu à Junta de Freguesia de Vermoim, ao Movimentum - Arte e Cultura e à Maria Mamede todo o apoio que lhe dispensaram. Disse algumas palavras sobre os seus livros e confessou que "A poesia é a minha maior paixão" e que, desde muito nova "exponho em verso tudo aquilo que me faz sentir mais humana".

Maria Mamede, no seu estilo habitual, declamou dois poemas de Nadina Carvalho, do livro "Os Dias do Silêncio": "O Menino dos meus olhos" e "Sou pássaro".

Com estes poemas foi encerrada a primeira parte deste Serão de Poesia. Mamede lembrou que o livro apresentado estava ao dispor dos interessados e que a autora teria muito gosto em os autografar no final da Sessão.

Mais um momento musical fez a ponte para a segunda parte desta Noite.
Marta Pires, professora de inglês e aluna da Escola de Música da Filarmonia de Vermoim, interpretou em clarinete "Promenade" e "Mary Ann".

Nesta segunda parte da "Noites de Poesia em Vermoim" foram fundidos o tema (ESPIGAS) e o tema livre, tendo havido o cuidado de lembrar aos poetas que só declamariam dois poemas.

Adérito Morais
, no poema sobre o tema, lembrou que "Vem aí a altura das espigas / Estão para chegar as desfolhadas / Se em todas há festas e cantigas / Também onde se ganham namoradas (...)".

Leonel Olhero, num soneto comovente, dedicado à Mãe, terminou: "(...) Queria tanto ter-te comigo... / Catar no campo espigas de trigo / Colher p´ra ti braçadas de rosas.".

Armindo Cardoso falou, ainda, no seu "funeral" (ver II Antologia das Noites de Poesia de Vermoim 2004-2009, pág. 60/61) antes de nos brindar com as suas "ESPIGAS": "Ora... / isto é que está uma "espiga", / ter de falar de espigas em Julho, / fora de tempo e sem embrulho, / onde nada se respiga; (...)".

António Moreira Vales, num inédito seu, disse, "Quando eu morrer", não quero certas flores "(...) Prefiro as flores dos prados / Camomilas e suagem, / 'Té braçadas de milhagem / Mesmo já com seus grãozinhos / A chamar os passarinhos / Para um festim / Ao pé de mim. (...).

Silvino Figueiredo (Figas) agradeceu a juventude e as palavras de Nadina Carvalho e declamou a 'brisa de contentamento´: "Semente de espiga, / De centeio, de trigo, / De milho, / De cevada, / Lançada ao chão, / É esperança que nasça / Espiga dourada, / Pão para a vida! (...)".

Para quebrar o rítmo da poesia chegou a vez de mais um interregno musical, desta vez a cargo de
Pedro Leite, aluno da Escola de Música da Filarmonia de Vermoim que interpretou, em saxofone: "Côté Jardin".

Teresa Vaz
recordou Esta Espiga: "Lembras-te quando de mãos dadas / Corríamos pelos campos em flor? / Agora já não existe mais nada / Porque secaram com o calor. (...)".

Cesário Costa
trouxe-nos A Espiga da Memória e da Amizade: "Ao meio-dia, em casa de um amigo, / havia, no seu quintal, tudo quanto eu precisava / para o mote de hoje, em Vermoim. (...).

Lourdes Costa falou-nos do Pão: "O pão / que se parte / e se reparte, / em gestos de afecto / e de ternura... (...)".

Ercília Freitas mostrou os seus dotes de prosadora, contando-nos a história de uma espiga: "Era uma vez uma espiga" (...).

Como se já não bastasse a fuga de emails do meu computador que primaram alguns poetas de não ter acesso ao tema proposto (
para que raio serve o blog do Movimentum?!!! Ora vamos lá tomar nota, visitá-lo e deixar comentários, se fazem favor!!!!!! http://movimentum-blogando.blogspot.com/) o nosso amigo e poeta Jaime Gonçalves tinha-me enviado este poema, ao abrigo da rubrica "Poesia na Net" para ser lido neste Serão, mas os computadores passam rasteiras, caí ao comprido e não o vi... e nem eu nem ele, que entretanto chegara, o lemos!!!!

As minhas desculpas, Jaime e aí fica o poema, tal como o enviaste:


Amigo Zé Gomes


Se alguma vez tive vontade de estar convosco na tertúlia mensal de poesia seria no próximo dia 4!... É que... gostava de traduzir para vós os sentimentos que da minha alma e recordações passei ao papel e depositei nas mãos do presidente Aloísio acerca das novas instalações da Junta... (de "PAMAIAL" a Junta de Freguesia de Vermoim).

Contudo, uma visita cultural do Instituto da Maia a Salamanca nos dias 3 e 4 (!) exigirá a minha presença...

Também não tive oportunidade de fazer "o trabalho" sobre as "espigas"...

Junto deixo para a segunda parte um pequeno apontamento sobre o "frio" em Junho!... Se quiseres lê-lo a fim de marcar a minha presença nesta ausência "forçada"...

(…)

Jaime



Este frio mês de Junho!


Frente a mim, lá na antena

Do vizinho está pousado

Um melro, silhueta pequena.

Sobre o telhado da casa

Todo encolhido de frio

Estende e sacode a asa.

Habituado a escutar

Seu concerto nesta hora

Em que o dia está a acabar…

Nem sequer solta um pio.

Pra minha grande surpresa

Desta vez fica calado…

Virou mudo concerteza!

Do costume ao arrepio

Reconheço a razão…

De facto está muito frio!

O que é feito do calor

De Junho ao fim da tarde

Que parece tudo arde?!

E seus concertos de amor

Sem ruídos ou alarde

Embrulhando o sol-pôr?!

Resta calado o cantor

Só o silêncio se sente

E comigo fica a dor

Desse seu cantar ausente…

E reclamo contra a vida

Que me prega esta partida!


(Maia, em 7 de Junho de 2009

– dia da comunhão solene do nosso Pê –

23 horas)


Jaime Gonçalves



Chegara a hora de fazer uma pausa na arte das palavras e dar tempo de antena à jovem e promissora
Rita Moreira, aluna da Escola de Música da Filarmonia de Vermoim que interpretou em clarinete "Viagem no Espaço" e "Ler os Sons".

José Gomes, depois de dar o abraço "para todos os poetas presentes" que João Diogo mandara do Brasil, declamou o tema que este enviara: "Tece, tece, / Minha espiga, / Rostos de rapariga, / No tear da tua Cruz! (...)".

Maria Antónia falou-nos do "amor incondicional que é como o Sol que aquece a alma (...)".

Maria Teresa Gonçalves (Isis) disse que se viu "espigada" para fazer o trabalho sobre as Espigas, mas apesar disso "enchem-se de júbilo os meus olhos / quando / na inflorescência agrupada / se anunciam /as primeiras sílabas / verdes das espigas (...)".

Fátima Feernandes (Amita) declamou um trabalho seu que foi do agrado de todos os presentes.

Quero aproveitar para anunciar aqui o lançamento do livro da Amita (Fátima Fernandes) Transparência de Ser que terá lugar, na próxima sexta-feira, 10 Julho 2009, na Junta de Freguesia de Aldoar.


Mais uma vez a música voltou a soar no Salão Nobre.
Marta Pires, em clarinete, interpretou "Cha, Cha, Chateaux" e "Dans ma petite pomme".

Manuela Carneiro
queria ter escrito uma coisa diferente sobre Espigas. Saiu este bonito soneto "Num céu cor anil de mar espumado / Meu navio zarpa, sem mim vai-se embora / Desliza fantasma num mundo que invento / No vento que empurra meu sonho de fora (...)".

Vários poetas deram o seu contributo nesta Noite diferente.
Natália Vale falou-nos sobre Angola, sobre as palavras e sobre a Liberdade que pode ser uma utopia. Irene Lamolinairie declamou dois poemas da Antologia Poética dos alunos da Universidade Sénior. Maria Mamede declamou "Onde mora o amor" e "As mãos vazias" de Nadina Carvalho. Albino Santos declamou um poema, feito na hora e um texto poético sobre "uma grande poetisa que se chama Nadina Carvalho".

A Escola de Música da Filarmonia de Vermoim voltou a brilhar com a actuação da aluna
Rita Moreira que interpretou em clarinete "Dança dos colones", "Au matin" e "Ribeira vai cheia".

Nadina Carvalho declamou "Fenix", do seu livro.


Pedro Leite
, aluno da Escola de Música, interpretou em saxofone "I'll call you".


A Noite de Poesia em Vermoim terminou com o desejo de boas férias. Todos os presentes foram convidados a adquirir o livro da Nadina Carvalho e esta "convidada" a escrever uma dedicatória no mesmo.


Voltamos em 5 de Setembro, com o tema VINDIMAS.


Até lá...
boas férias!!!!




Um abraço,


José Gomes


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segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Noites de Poesia em Vermoim... a reportagem!

A reportagem do dia 3 de Novembro de 2007


Desta vez assustei-me!!! Faltavam 10 minutos para as 21,30 horas quando entrei no Salão Nobre da Junta e deparei-me com este completamente cheio! Muitas crianças, numa roda viva, afinavam as suas vozes, as flautas, o saxofone e o órgão… parei no meio do Salão e lancei um olhar interrogador à mesa onde me deveria sentar e mal reparei no sorriso do Mário Jorge. Dei meia volta e fui chamar a Milú e a Maria Mamede que deixara no café e pedi-lhes para tomarem os seus lugares.

Sentámo-nos à mesa, pedi aos presentes para se inscreverem nos temas propostos para esta Noite de Poesia e pouco passava das 21,30 horas, agora com o Salão Nobre ainda mais cheio de tanta gente, de tanta criança, de tantos papás e mamãs que não se cansavam de tirar fotografias dos seus filhotes, quando começamos.

Mário Jorge introduziu a "Escola de Música da Filarmonia de Vermoim" que nos iria acompanhar no “Sarau de Poesia de 3 Novembro”.

Começaram os mais pequeninos (4 a 7 anos), interpretando “Castanhas, castanhas” e “1,2.3 Castanhas”. Uma peça a que deram vida à letra através da expressão corporal. Foram acompanhados à flauta pela Maria Luísa (8 anos) e Ana Sofia (9 anos).

Adérito Morais “abriu” a Noites de Poesia em Vermoim com um poema dedicado ao tema (“Despidas, mas sempre belas”), seguindo-se intervenção dos poetas Helena Guimarães, Maria Mamede, Teresa Gonçalves, Armindo Cardoso, Manuela Miguéns (pela voz da Maria Mamede) e Albino Santos.

José Gomes deu a voz aos poetas que enviaram trabalhos através da rubrica "Poesia na Net": João Diogo, Margusta, Jaime Gonçalves e Lena Maltez.

Os “miúdos” da Escola de Música da Filarmonia de Vermoim, nesta primeira parte, interpretaram:

- “Quando chega o Outono” – flautas – Maria Luísa e Ana Sofia (8 e 9 anos):

- “Papagaio Louro” – flautas – Gonçalo, Bárbara, Bruna, Francisco e Jorge (8,9,11,11 e 14 anos);

- “Pombinhas da Cat’rina” – flautas – Ana, Gonçalo, Bárbara e Pedro (8,8,9 e 13 anos);

- “Hino da Alegria” – flautas – Ana, João, Bruna, Francisco e Jorge (8,11, 11, 11 e 14 anos);

- “Menina estás à janela” – flautas – Pedro e Marta (13 e 27 anos).

Antes de dar início ao Tema Livre, a Maria Mamede agradeceu a presença dos mais pequeninos nesta maratona de adultos e pediu-lhes mais um pouco de paciência para aguentarem esta Noite de Poesia, que inicialmente só estava preparada para os mais velhos.


Na página do Movimentum – Arte e Cultura (http://movimentum.kiquezas.net/index.html) teremos, muito em breve, os vídeos que a Milú fez.


Desta primeira parte escolhi o poema de Helena Guimarães:


Despidas, mas sempre belas!


Queria voltar à inocência.

Não saber que existe

mácula no coração do Homem,

ambição a desenhar a vida,

inveja a envenenar o sangue,

mentira a entortar a boca.

Queria esquecer as verdades,

axiomas ditos absolutos

inculcados pelos média

no aculturado pensamento global.

Ignorar os paraquês da massificação

porque somos gerados

diferentes em forma e intenção.

Acreditar, por um momento,

que me posso encontrar

neste oceano de palavras

que me afrontam os sentidos.

Que a liberdade de ser

vem escrita no ADN

e é preciso procurar

por baixo do vidro,

cumprir o destino do Inverno,

como as árvores solitárias

de ramos entrelaçados

sacrificam as suas vestes,

guardam no frio e no silêncio

a força adormecida da vida

cativando o nosso olhar.

Intensas, na sua autenticidade,

despidas, mas sempre belas!


Helena Guimarães

(Poema declamado pela a autora, nesta Sessão).


Fernanda Garcia abriu o "Tema Livre”. Armindo Cardoso, depois de ter declamado os seus poemas para este tema e, como já bem sendo hábito, recordou o saudoso poeta José Castro Reis, através de um poema do livro “Esta Cidade que eu Amo”.

Leonor Reis declamou, também, um poema de seu pai.

António Castilho Dias leu-nos uma sátira que serviu para sorrir e fazer descontrair as pessoas que enchiam o Salão Nobre.


O Tema Livre continuou com intervenções dos poetas José António Gonçalves, Ercília Freitas, José Silva, José Faria (pela primeira vez em Vermoim), Teresa Gonçalves, Adérito Morais, Helena Guimarães, Maria Mamede e Albino Santos.


José Gomes leu o conto “S. Martinho – segundo J. Gomes” que teve o condão de prender a atenção dos mais pequeninos.


Os mais “graúdos” (8 aos 27 anos) da Escola de Música Filarmonia de Vermoim interpretaram “Alecrim”, “Os bons tempos de outrora”, “ La cucaracha” e “La raspa” em flauta e órgão. Pedro Leite (13 anos), em saxofone, interpretou “Space Girl”, “Clowntanz” e “Und los gent’s”.


Anúncios feitos durante esta Noite de Poesia em Vermoim:


- 18 Novembro 2007, pelas 16 horas – “O CANTO DO ZECA – Tributo a José Afonso” – participação, entre outros, de Francisco Fanhais e José Mário Branco, no Fórum da Maia;

- 24 Novembro 2007, pelas 16 horas – lançamento do livro de Cesário Costa, “Morto por te ver!... – cartas de um soldado na guerra em Angola (1967-1969)”, no Palacete dos Viscondes de Balsemão, no Porto;

- 24 Novembro 2007, pelas 18 horas – abertura da Exposição Colectiva do Núcleo de Fotografia do Flor de Infesta, nesta Associação, em S. Mamede Infesta;

- 24 Novembro 2007, pelas 21,30 horas – “Uma Noite Recordando… Adriano Correia de Oliveira”; participação: José Gomes, Maria Mamede, Carlos Andrade, João Teixeira, José Silva, na Cripta da Igreja de Gueifães.

- 1 Dezembro 2007, pelas 16 horas – apresentação do livro do poeta Jorge Casimiro, das Caldas da Rainha, no Clube dos Fenianos, no Porto.


O tema proposto para a próxima Noites de Poesia em Vermoim (dia 1 de Dezembro, pelas 21,30 horas) é “É sempre Natal, no peito!”.


Cá vos esperamos em Dezembro!


José Gomes



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