terça-feira, 20 de novembro de 2012

Timor... hoje e sempre!

Na passada sexta feira, 16 de Novembro, no Flor de Infesta e a propósito de uma amiga comum que tem Timor no coração, a Maria Antónia Ribeiro leu-me dois poemas sobre Timor, feitos em 1999 e que fazem parte do seu primeiro livro SENTIR.

Gostei dos poemas e resolvi partilhá-los convosco:



  A ALMA PORTUGUESA

Perante o terrível drama de TIMOR,
A Alma Portuguesa aflorou.
Todos deram as mãos, todos se uniram,
E a gigantesca massa se agitou.
Para o mar encapelado da desgraça,
Onde as ondas alterosas da barbárie
Tentaram afogar o sonho de ser livre,
Saímos em caravelas de esperança.
Tal como os Portugueses de quinhentos.
Já não à descoberta de outras terras.
Mas,sim, à redescoberta sem igual,
Da nossa memória colectiva,
Da Alma Portuguesa adormecida,
Nesta grande mobilização nacional

SETEMBRO de 1999
MARIA ANTÓNIA de CARVALHO MENDES RIBEIRO




TIMOR LIVRE

Valeu a pena todo o grande esforço.
O povo de TIMOR é livre finalmente.
Todos nós, os que saímos em protesto,
Somos livres também em nossa mente.
A nossa memória colectiva
Sentiu-se aliviada da dormência
De tantos anos passados em letargo
Do enorme peso da nossa consciência.
Vinte cinco longos anos se passaram,
Redimimo-nos um pouco desta vez.
Choramos e alegramo-nos com TIMOR,
Um povo humilde que reza em Português.

NOVEMBRO de 1999
MARIA ANTÓNIA de CARVALHO MENDES RIBEIRO



Obrigado, Maria Antónia, por estes poemas.

José Gomes

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