segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

REABERTURA do blogue MOVIMENTUM...



Com muita mágoa alegria venho comunicar aos nossos leitores que este blogue chegou ao FIM voltará em breve à sua normal actividade!
No entanto poderão continuar a seguir-nos no Chuviscos...

Um abraço e até sempre.
José Gomes & a sua 2ª Coelhita ;-P



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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Noites de Poesia em Vermoim - 7 Fevereiro 2015


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quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Noites de Poesia em Vermoim






NOITES DE POESIA EM VERMOIM
Sábado, 4 de Outubro de 2014 - 21,30 h



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domingo, 6 de abril de 2014

A Reportagem da Noite de Poesia em Vermoim - 5/4/14


Quando Abril Findar


Foi uma noite diferente, num salão enfeitado pelas camisolas verdes das crianças do Coro Infantil da Filarmonia de Vermoim, misturadas com a autêntica multidão que encheu o Salão Nobre da Junta de Freguesia da Cidade da Maia. Foi uma perfeita simbiose entre a música e a poesia, interpretada por crianças, algumas delas de tenra idade. Mas participativas!

Maria Mamede, doente em casa, mandou um abraço para todos os Poetas e Amigos da Poesia presentes. Irene Lamolinairie gostaria muito de estar presente nesta noite, mas o tempo agreste não é amigo da sua saúde. Um grande abraço e um chi-coração para todos.

Desta vez, a mesa coordenadora das Noites de Poesia em Vermoim, além das presenças habituais do José Gomes, Mário Jorge e Olga Freire, contou com a colaboração da Marília Teixeira, a mais recente aquisição do Movimentum.

Mário Jorge saudou os presentes e deu entrada ao Coro Infantil da Filarmonia de Vermoim que, sob a direção do maestro António Alves Ferreira, cantaram  ”O Ratinho Tonto”, “O Astrónomo”, “1, 2, 3”, “O Relógio Tic-Tac”, “O Esquilo”, “Miguel” e “A Galinha Có-Có-Ua”.

Foi uma lufada de ar fresco que varreu o Salão Nobre e que arrancou calorosos aplausos do público.

Passou-se à parte da Poesia, subordinada ao tema “Quando Abril Findar”, com declamações de:
Armindo Cardoso, Fátima Caldas, Fernando Neto, Carla Caldas, Manuel Basto, Maria Rosa Oliveira, Manuela Miguéns, José Oliveira Ribeiro, José Oliveira, Manuela Carneiro, Ilídio Cruz, Silvino Figueiredo, Guilherme Garrincha, Nelson Ferraz, José Carlos Moutinho, José Gomes e Marília Teixeira.

Deixei para o fim os dois momentos especiais que nos tocaram de um modo especial:

 - Silvino Figueiredo e os 4 Cravos – este poeta trouxe os seus 4 netos (6, 6, 8 e 9 anos) que declamaram – sem recurso a cábula! – “Abril Abril Abril Abril”, um poema do Silvino. Seguidamente, acompanhado pelos dois netos mais velhos, declamaram os três mais um poema do Silvino Figueiredo.

 - Bernardo Balancho, de 9 anos, que nos surpreendeu na última Noite de Poesia em Março, declamou-nos um poema de sua autoria que chamou “Quando Abril Findar”. Bernardo destacou-se esta noite como parte integrante do Coro Infantil onde cantou e declamou.

Parabéns aos “4 cravos de Abril” e ao Bernardo. Esperamos vê-los nestas andanças mais vezes.

Marília Teixeira agradeceu a presença e a colaboração na música e na poesia de todas as crianças que intervieram hoje.

Na rubrica “Poesia na Net” foram lidos pela Marília e por José Gomes poemas de Teresa Gonçalves, Maria do Céu e João Diogo.


José Carlos Moutinho convidou todos os presentes para a apresentação do seu livro de poesia “Calmas Margens” que terá lugar na Junta de Freguesia da Cidade da Maia, na próxima sexta-feira, 11 de Abril, às 21 horas.
Contamos com a vossa presença e com a divulgação deste evento junto aos vossos amigos.

A próxima “Noite de Poesia em Vermoim” terá lugar no dia 3 de Maio de 2014 e o tema proposto é “Campos em Flor”.

Um abraço,
José Gomes

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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Noites de Poesia em Vermoim - 1 Março 2014

Sábado, dia 1 de Março de 2014, pelas 21,30 horas, contamos consigo na nossa tertúlia "Noites de Poesia em Vermoim".
Apareçam!


Um abraço,

José Gomes


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domingo, 3 de novembro de 2013

Noites de Poesia em Vermoim - 2 Nov, 2013 - a reportagem


Mais uma "Noite de Poesia" passada no seio de uma casa cheia de poetas e amantes da poesia. Desta vez, na mesa, no seu lugar a que nos habituou, a presença da actual presidente da Junta de Freguesia da Cidade da Maia.

Desta vez foi Mário Jorge a abrir a tertúlia poética com o desafio de se descentralizar estas nossas Noites, lançando o repto para que a próxima Noite de Poesia fosse feita em GUEIFÃES, na Escola Príncipe da Beira (junto aos correios e à ex Junta de freguesia de Gueifães).

Maria Mamede lembrou o lançamento do livro da poetisa Teresa Gonçalves, Nos Umbrais do Tempo, que terá lugar no próximo dia 23 de Novembro, pelas 21,00 horas, na Biblioteca da Maia.

Foram divulgadas, também, as Sessões Culturais Evocativas do Centenário do Nascimento de Álvaro Cunhal, organização do Grupo Dramático e Musical Flor de Infesta, a ter lugar nos dias 15, 16, 17, 22, 23, 24, 29 e 30 de Novembro de 2013, a partir das 21,30 horas.

Finda estas informações, passou-se por assim dizer para a parte de poesia desta Noite. Assim, actuaram os seguintes poetas e declamadores:

Armindo Cardoso, Carla Caldas, Leonel Olhero, Fátima Caldas, José Ribeiro, Olívia Marinho, Guilherme Garrincha, Fernanda Garcias, Manuel Bastos, Elisabete Barros, Fernando Neto, Maria Irene Costa (que nos deu o prazer de a ter entre nós, pela primeira vez), José Carlos Moutinho, Manuela Miguéns, Daniel Braga, Irene Lamolinairie, Manuela Carneiro, Alice Queiroz, Nelson Ferraz, Maria Mamede, Marília Teixeira, Teresa Gonçalves e José Gomes.

Na rubrica "Poesia na Net" recebemos poemas enviados pelos poetas Teresa Vaz e João Diogo.

A próxima Noite de Poesia terá lugar na Escola Príncipe da Beira, em Gueifães, no dia 7 de Dezembro de 2013, às 21,39 horas e terá como tema INVERNIA. 

Para não esquecer:




 E pronto!
Conto com o vosso apoio na divulgação destes eventos.
Um abraço e até Dezembro, em Gueifães.

José Gomes


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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Noites de Poesia em Vermoim - 1 Dez 2012



Muito boa noite,

Aqui vos deixo com 0 convite para a Noites de Poesia em Vermoim do próximo sábado, dia 1 de Dezembro 2012.

Quero lembrar que o Movimentum – Arte e Cultura está de parabéns, pois fará 19 anitos no próximo dia 30 de Novembro.

Vamos todos aparecermos no dia 1 de Dezembro para, além da Noite de Poesia, cantarmos os parabéns a estes estoicos resistentes…
Um abraço,

José Gomes
Se lutares, podes perder.
Se não lutares, estás perdido!

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Timor... hoje e sempre!

Na passada sexta feira, 16 de Novembro, no Flor de Infesta e a propósito de uma amiga comum que tem Timor no coração, a Maria Antónia Ribeiro leu-me dois poemas sobre Timor, feitos em 1999 e que fazem parte do seu primeiro livro SENTIR.

Gostei dos poemas e resolvi partilhá-los convosco:



  A ALMA PORTUGUESA

Perante o terrível drama de TIMOR,
A Alma Portuguesa aflorou.
Todos deram as mãos, todos se uniram,
E a gigantesca massa se agitou.
Para o mar encapelado da desgraça,
Onde as ondas alterosas da barbárie
Tentaram afogar o sonho de ser livre,
Saímos em caravelas de esperança.
Tal como os Portugueses de quinhentos.
Já não à descoberta de outras terras.
Mas,sim, à redescoberta sem igual,
Da nossa memória colectiva,
Da Alma Portuguesa adormecida,
Nesta grande mobilização nacional

SETEMBRO de 1999
MARIA ANTÓNIA de CARVALHO MENDES RIBEIRO




TIMOR LIVRE

Valeu a pena todo o grande esforço.
O povo de TIMOR é livre finalmente.
Todos nós, os que saímos em protesto,
Somos livres também em nossa mente.
A nossa memória colectiva
Sentiu-se aliviada da dormência
De tantos anos passados em letargo
Do enorme peso da nossa consciência.
Vinte cinco longos anos se passaram,
Redimimo-nos um pouco desta vez.
Choramos e alegramo-nos com TIMOR,
Um povo humilde que reza em Português.

NOVEMBRO de 1999
MARIA ANTÓNIA de CARVALHO MENDES RIBEIRO



Obrigado, Maria Antónia, por estes poemas.

José Gomes

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domingo, 4 de novembro de 2012

Noites de Poesia em Vermoim - a reportagem


No passado sábado, 3 de Novembro de 2012, o Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim esteve brm composto por mais de uma trintena de poetas e amigos que nos acompanharam nesta nossa habitual tertúlia mensal.

Mais uma vez a música e as canções estiveram ausentes por incapacidade dos nossos habituais músicos (felizmente esta onda de poesia está a alastrar-se para outras paragens levando com ela as vozes que nos têm acompanhado ao longo destes anos).

Depois das habituais saudações do José Gomes e das "justificações" das ausências nesta "Noite de Poesia em Vermoim", nomeadamente a da Irene Lamolinairie que, por doença, não pode estar presente mas que teve o cuidado de mandar um grande beijinho e um abraço para todos os poetas presentes nesta Noite.

Maria Mamede abriu Tertúlia de clamando o poema inserido no programa. Intervieram nesta Noite de pOesia Armindo Cardoso, Maria dos Prazeres, Pedro Cabral  Teresa Vaz, José Ribeiro, José Gomes, Carla Caldas, Leonel Olhero, Rosa Bastos, Angelino Santos Silva, Marília Teixeira, Ercília Freitas, Miguel Leitão, Maria Mamede, Cacilda Carolina (pela primeira vez) e Fernanda Garcias.

No âmbito da "Poesia na Net" José Gomes leu os poemas enviados por João Diogo,  do Brasil e de Silvino Figueiredo, o "Figas de S. Pierre de la Buraque".


Algumas sessões programadas para este mês:

10 Novembro 2012 - 21,30 horas
Junta de Freguesia de Vermoim
Exposição de Pintura
Laura Maria expõe "DISPERSOS"


16 Novembro 2012 - 21, 15 horas
MIRACLUBE (Junto à Cooperativa Árvore)
Sessão de Poesia


17 Novembro 2012 - 20,00 horas
Casa da Vinha - Recarei
Magusto seguido de Concerto


22 Novembro 2012 - 21,15 horas
Quinta da Bonjoia - Porto
Apresentação do livro da Dra. Maria Fátima Castro
"Camilo Castelo Branco por Terras Famalicenses"
Avaliação literária a cargo da Dra. Maria Adelina Vieira
Apresentação a cargo do Dr. Mota Cardoso



24 Novembro 2012 - 21,30 horas
Hotel Moliceiro - Aveiro
Apresentação do livro da Maria Mamede
"Por Amor às Palavras"
Apresentação a cargo do Grupo Poético de Aveiro


Próxima Noite de Poesia em Vermoim:

1 Dezembro 2012
Tema :   VELHICE


Gostei muito deste poema da Ercília Freitas:

Infância

Da minha infância...

Lembro, os sessões passados à lareira
Com histórias de princesas e bruxas más.
Lembro o pão com geleia de marmelo ao pequeno almoço
O cheiro a fruta madura
e a broa de milho quente
cozida no forno da avó

Lembro as manhãs frias de Inverno
A capa de lã encarnada com pompons
e os sapatos de verniz da marca Acastrine
cujo brilho ostentava orgulhosamente
na missa dominical

Da minha infância...

Lembro, os medos do escuro
quando a noite cerrava os dentes.
E as birras do meu irmão
ante o olhar complacente do meu pai,
e o ar reprovador da minha mãe.

Lembro, o rio das lavadeiras,
o cheiro da roupa a corar,
e o sabor doce das amoras pretas
comidas à sombra dos salgueiros

Da minha infância...

Lembro, a menina que corria descalça pela calçada
E acreditava que o mundo era habitado
por príncipes, princesas e fadas boas
Porque as bruxas más morriam todas,

Da minha infância...

Lembro os amuos nas pequenas viagens de comboio,
Quando me obrigavam a mentir sobre a minha idade,
Para não pagar o bilhete

Da minha infância...

Lembro, a pureza de cada palavra e cada gesto.
E lembro o desejo inocente de crescer,
O mesmo desejo inocente,
Que hoje me leva de volta à minha infância.

Ercília Freitas


Deixo-vos com a foto da parte interior do programa distribuído.
Espero por vós no dia 1 de Dezembro, no mesmo sítio e à mesma hora.

Um abraço,
José Gomes

A Infância alegre e descuidada... - foto de Sónia Coelho Gomes


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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Noites de Poesia em Vermoim - INFÂNCIA


No próximo sábado, dia 3 de Novembro, mais uma "Noites de Poesia em Vermoim".

"INFÂNCIA" foi o tema escolhido para esta noite.

Contamos com o vosso apoio na divulgação desta nossa iniciativa.
Tragam mais um amigo.

É imperioso, é urgente, termos o Salão Nobre da Junta de Freguesia com a moldura humana que estas iniciativas merecem.

Até sábado.
Um abraço,
José Gomes

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domingo, 7 de outubro de 2012

Noites de Poesia em Vermoim - A Reportagem


A reportagem da "Noites de Poesia em Vermoim" do passado sábado, 6 Outubro 2012:


A mesa onde habitualmente nos sentamos (eu, Maria Mamede, Mário Jorge e Olga Freire) estava ornamentada com um arranjo de flores singelo mas com muita beleza. Mário Jorge tinha-me avisado que, por motivos imprevistos, não poderia estar presente. 
Ficamos na mesa eu e a Maria Mamede...
Passei os olhos pelas pessoas à minha frente, poetas e convidados, e senti um calafrio... contando com os elementos da mesa estávamos apenas 18 amigos da poesia (entre poetas e convidados)!

Em 13 anos em que já decorrem estas "Noites de Poesia em Vermoim" foi a noite com menos presenças...
Claro, acabei por perguntar aos presentes se valia a pena continuar com este sonho de há 13 anos ou se seria agora a altura ideal de atirar a toalha ao chão e acabar com estas tertúlias de poesia.

Gerou-se uma acalorada discussão sobre os motivos desta fraca afluência, uns diziam que neste sábado havia muitos programas realmente muito interessantes e que dispersaram os nossos habituais frequentadores, outros sugeriram que as pessoas estão muito depressivas e que já não têm paciência para escrever, outras estariam doentes... mas a opinião foi unânime: as "Noites de Poesia em Vermoim" são para continuar.

Só tive pena que ninguém da Junta de Freguesia estivesse presente para dar a sua opinião.

Mais uma vez tivemos uma Noite de Poesia em Vermoim" a "seco"! Os nossos habituais trovadores estavam em trabalho pelo Grande Porto.

José Gomes deu início à Noite de Poesia, declamando um trecho poético a que deu o nome de "A Minha Cidade". Pela primeira vez foi elogiado os trabalhos fotográficos inseridos no programa e que são da autoria da fotógrafa Sónia Coelho Gomes.
Irene Lamolinairie, ausente nesta noite por motivo de doença, enviou-nos o seu poema "O Porto à Noite". declamado por Maria Mamede.
Armindo Fernandes Cardoso declamou "A Minha Cidade", "Mulheres" e "O Que Eu Não Vejo", poemas de sua autoria.
Helena Guimarães declamou poemas de sua autoria, mas por avaria no seu computador não os deixou na nossa mesa. Acabei de receber agora mesmo o poema "A Bandeira Está Ao Contrário" que poderão encontrar, mais abaixo. 
José Ribeiro declamou "A Minha Cidade, "O Dia 5 de Outubro" e "A Mania E A Franqueza", poemas de sua autoria.
Manuela Miguéns declamou "Porto", um poema de sua autoria.
Fernando Neto declamou-nos "A Minha Cidade", de sua autoria, e mais um poema do seu livro.
Fernanda Garcias declamou-nos poemas de sua autoria.
Miguel Leitão declamou-nos um poema de Eugénio Andrade e um trabalho de sua autoria.
Maria Mamede declamou-nos poemas de sua autoria. Um deles, dedicado a Fernando Peixoto, na data do 4º aniversário da sua partida, poderão encontrá-lo mais abaixo.
Angelino Santos Silva declamou-nos trabalhos de sua autoria.
António Vales (de Vandoma - Paredes) que tem estado ausente destes serões, trouxe-nos um trabalho muito interessante sobre Camilo que apresentou com um certo humor. Deixo-vos com a primeira parte deste trabalho, uma espécie de despedida, com um grande abraço das "Noites de Poesia de Vermoim":

"Vim matar saudades e despedir-me de todos vocês, estimadas companheiras e companheiros das Noites de Poesia de Vermoim - Maia, porque a partir do próximo dia 14 deixo de ter licença de conduzir, por limite de idade (87 anos).
Despeço-me agora, e não o fiz quando na Primavera deixei de vir, porque queria dizer um adeus em beleza. Vir aqui só para me despedir e, para recitar alguma coisa, ter de ser mais do mesmo, não tinha interesse.
Assim, hoje tenho o gosto de não vir de mãos vazias. Trago-lhes um soneto de Camilo Castelo Branco. (...)"



João Diogo, directamente do Brasil e como habitualmente, pela "Poesia na Net", enviou-nos o seu trabalho sobre o tema, a que chamou "Cidade Do Labor", declamado por José Gomes.
José Gomes terminou esta Sessão de Poesia com a declamação do poema enviado por José Carlos Moutinho, que por motivos imprevistos não pode estar presente. Declamou, ainda "Esta é a Cidade" de António Gedeão e "Poema de Outono" de Florbela Espanca.

Voltaremos no dia 3 de Novembro, pelas 21,30 horas, e o tema proposto é INFÂNCIA.

Deixo-vos com o poema da Maria Mamede:

AO 4º.ANIVERSÁRIO DA PARTIDA
(de Fernando Peixoto)

Neste Outono
Amigo
venho trazer-te
o meu abraço
que a vindimada vinha
do espaço
não permite
atrasos na colheita
nem aceita
que digamos não
à sua escolha…
antiga e exigente
diz que quer
e leva a gente
sem nos dar
qualquer explicação;
e a ela, não podemos
dizer : Não!
O jeito é deixar
que ela nos leve
e nos seja
breve
a dor do adeus
e seja de luz
nosso caminho;
espero ainda
nos seja permitido
de vez em quando
vir a este lado
tão sofrido
e cada qual
abraçar os seus!...

Maria Mamede

Poema de Helena Guimarães:



                             A BANDEIRA ESTÁ AO CONTRÁRIO

“ A bandeira está ao contrário”
disse o homem da rua,
como a criança da fábula
gritou “ o rei vai nu”.
E o Povo acordou,
a tristeza sacudiu,
de desprezo gargalhou,
tornou-se força, rugiu.
Descreu de tanta mentira,
das teorias de cordel,
soube que a realidade
é única e não cabe
numa folha de Exel.
As marionetes da Europa,
sentadas nos gabinetes,
admiradas, tremeram.
Usaram as portas esconsas,
nos palácios se esconderam,
tiveram medo das gentes
que o pão dos filhos pediam.
E, tristes pela sua Pátria,
ao ver as invertinas quinas
os mais velhos só diziam,
em jeito de corolário:
“ Portugal, como a bandeira,
tambem está ao contrário”

Helena Guimarães


Então, conto convosco no dia 3 de Novembro de 2012.

Um abraço,
José Gomes

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domingo, 3 de junho de 2012

Reportagem da NPV de sábado passado





No passado sábado, dia 2 de Junho de 2012, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim, pelas 21,30 (mais coisa, menos coisa!) e como já vem sendo hábito mensalmente, poetas e amigos da poesia encontraram-me para mais uma tertúlia, desta vez com o tema CEREJAS.


Desta vez foi uma dor de alma olhar para o Salão Nobre da Junta e ver as amplas clareiras, o vazio de amigos dentro do salão que se conjugava com o cair soturno e ritmado da chuva lá fora...
A minha primeira reacção foi desistir de tudo, ainda esbocei uma fuga para a frente desaparecendo porta fora, mas não quis repetir a mesma cena (mas por motivos diferentes) há uns sábados atrás (lembras-te, Mamede)... e pensei, se a Irene tivesse levado o Maestro como estava combinado, seria uma grande bronca!!! E voltei para o meu lugar, com a cauda entre pernas e a cabeça em baixo! E nem queiram saber que nem umas cerejitas em carne e osso apareceram...


Não tivemos nem cerejas, nem música, nem a maioria dos poetas residentes... e até as caras de alguns entusiastas do futebol, com os ouvidos colados às telefonias, não ajudou a aliviar o ambiente... antes pelo contrário!


Colaboraram nesta Noite os poetas Leonel Olhero e João Diogo (na rubrica Poesia na Net), Marília Teixeira, Fernando Neto, Armindo Cardoso, José Ribeiro, José Gomes, Jaime Gonçalves, Fernanda Garcias, Angelino Santos Silva, Maria Mamede, Olga Cardoso e, pela primeira vez, nas Noites de Poesia em Vermoim tivemos o prazer de ouvir Mário Jorge a declamar poesia.


José Gomes informou os presentes do acidente sofrido pela Helena Guimarães, poetisa e habitual frequentadora destas tertúlias, internada a recuperar de uma fractura da tíbia, lendo em sua homenagem e com os desejos de rápidas melhoras este poema do seu último livro "Contigo...à Lareira":


Não sei...


Não sei.
Não é dor o que sinto,
nem vazio, nem desejo.


É a mágoa da perda
pela própria demissão
de abraçar o infinito.
A covardia de um rito.
É a incompreensão
da entrega num beijo
que me prendeu a alma
me despertou
um soluço
e me orvalhou o olhar.


É não existir razão
de haver um sim
e um não.


É uma alma aberta
expressa em palavras claras,
onde há lágrimas caladas
que me cobrem,
me fustigam,
me fazem sentir
mesquinha.


É preconceito, é dilema,
é razão ou sentimento,
o querer e não querer
colher na vida o momento,
o sonho e a fantasia
que é minha.


(Helena Guimarães)




Os poetas presentes continuaram a declamar aqueles poemas que guardavam para dias como estes... fora do tema desta Sessão, mas com a qualidade que nos habituaram.


Voltaremos em Julho se tivermos engenho, arte... e poetas para encher este bonito salão. O tema é MAR. Então, até ao dia 7 de Julho de 2012.


Para quem quiser ler na íntegra o artigo sobre cerejas que consta do programa distribuído visitem:


http://chuviscos.blogspot.pt/



Um abraço,
José Gomes







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sexta-feira, 25 de maio de 2012

Noites de Poesia em Vermoim









Agradecemos a divulgação e, claro, a vossa comparência!
Um abraço e até sábado.

José Gomes

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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sofia Barros e o seu livro "Antes de Sermos Dia"






Não se esqueçam...

No próximo sábado, dia 19 de Maio de 2012, às 16,00 horas, a autora Sofia Barros vai estar - directamente de Lisboa para Vermoim - na nossa companhia, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim, para a apresentação do seu mais recente livro de poesia "Antes de Sermos Dia".

A obra e a autora serão apresentadas por Maria Mamede.
Os Momentos Musicais estão a cargo de Francisco Rua.



Contamos com a vossa presença e a divulgação deste evento.


Um abraço,
José Gomes

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segunda-feira, 7 de maio de 2012

A Reportagem das N P Vermoim de 5 Maio 2012


Antes de partirmos para Vermoim a Mamede e eu chegamos a pensar se valeria a pena fazer esta Noite de Poesia em Vermoim. Estávamos a concorrer com dois acontecimentos que costumam arrastar multidões: futebol e o Festival de Música da Maia.

Não só os nossos amigos poetas que habitualmente estão presentes nestes primeiros sábados de cada mês mas também e, especialmente, a presença assegurada do Fernando Ribeiro que, de muito longe (Ovar) vinha "para nos dar a sua música e a sua voz" era o motivo e a força suficiente para estarmos presentes nesta Sessão de Poesia. Só fariam falta os que estivessem presentes. Ainda bem que pensamos assim porque esta Noite de Poesia foi das melhores que já aconteceram em Vermoim.

Fernando Ribeiro trouxe consigo Pedro Sá que nos encantaram com a combinação da viola e do violino ("o violino chora e até eu chorei!" - disse-nos, comovida, a Helena Guimarães).

Apareceu, pela primeira vez, uma jovem e simpatiquíssima senhora de 88 anos, húngara de nascimento e portuguesa pelo coração e pelo matrimónio que nos encantou com as suas declamações espontâneas (tinha vindo apenas para assistir a esta tertúlia), de cor - imaginem! -  e a leitura de um poema de um livro que lhe emprestaram na hora (sem óculos!!!)... e sempre com um sorriso que encantava.

A Noite de Poesia começou com uma versão muito pessoal de "Maio Maduro Maio" interpretada pelo Fernando Ribeiro, acompanhado pela sonoridade do violino do Pedro Sá que arrancou fortes aplausos do público presente.


Participaram nesta Noite de Poesia, com poemas do tema:

Armindo Cardoso - "Maio Maduro Maio, / está maduro e nós olhamos / e mesmo que o não queiramos, / é sempre o mês das flores, / de Maria e dos amores, / e que contnte ficamos; / (...)".

Teresa Vaz - "Meu mês, meu único aconchego / Maio mês do meu único abrigo / Desde que nasci foste sempre meu amigo / Pego na tua mão e caminho sem medo / (...)".

José Ribeiro - "Quatro meses, para trás / Verdes; fez, Maio Maduro, / Pelo tempo passar / Até aí, viu-se a realidade de tudo, / Quye a vida tem, no lugar. / (...)".

Maria Mamede - "No Maio deste ano / nada peço... / cansada / no verso e no reverso / das bolorentas promessas / de melhora / é com dor / que vejo ir embora / a esperança que tive / e que professo / (...)".

Helena Guimarães - "Maio, mês das flores / da esperança, dos amores, / Maio do meu País, / que viveu alegre e incauto / a pensar que a liberdade / tinha sido conquistada, / com cravos e armas caladas. / Direito ao trabalho e ao pão. / Não se faz assim uma Revolução! / Deixaram crescer no ventre / com bonomia crescente / o polvo que nos matou. (...)"


Participaram, ainda, nesta Noite de Poesia:

Pedro Cabral, Mané, Irene Lamolinairie, Marília Teixeira, Manuela Miguéns, José Gomes, Olga Freire e Marta Gencsi (uma simpática senhora de 88 anos, que nos visitou pela primeira vez, que vinha apenas assistir mas acabou por nos encantar não só pela simpatia que irradiava mas também pela força com que nos disse Poesia).


Participaram, ainda, nesta Noite de Poesia com poemas enviados pela Net:

Silvino Figueiredo (Figas), José Carlos Moutinho, Leonel Olhero e João Diogo.

Em Momentos Musicais... Fernando Ribeiro tocou e encantou, acompanhado pelo violino e a virtuose de Pedro Sá - este homem foi um espectáculo!
Ouvimos e comovêmo-nos com as interpretações, algumas pessoais, de Maio Maduro Maio (José Afonso), Hasta Siempre, Comandante (Carlos Puebla), Perdidamente (Luís Represas), Cantar de Emigração (Adriano Correia de Oliveira), Do Que o Homem é Capaz (José Mário Branco), A Morte Saíu à Rua (José Afonso) e mais algumas interpretações em que sobressaiu a força e a melodia do violino do Pedro.

Quem trocou esta Noite não sabe o que perdeu!


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DA INQUIETUDE DAS PALAVRAS
         de José Carlos Moutinho

Biblioteca Municipal da Maia
12 de Maio 2012
21, 15 horas





      ANTES DE SERMOS DIA
de Sofia Barros

Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim
19 de Maio 2012
16,00 horas




Próxima Noite de Poesia em Vermoim:

2 de Junho 2012
Tema:  CEREJAS

Então, até Junho.


Um abraço,
José Gomes



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