sexta-feira, 2 de setembro de 2016
domingo, 5 de abril de 2009
Reportagem da “Noites de Poesia de Vermoim” - 4 Abril 09
Ontem, noite de sábado, tivemos a nossa habitual “Noites de Poesia em Vermoim”, com uma sala menos cheia do que é normal, sem a presença de música e canções pelos e, pior que isso tudo, sem uma pequena referência aos 10 anos de actividade destes serões de poesia em Vermoim.
Deixo-vos com o programa daquela sexta-feira de 9 de Abril de 1999 e cujo tema sempre foi mais poético do que o de ontem: A PRIMAVERA… para recordar!
Depois da troca de cumprimentos entre a mesa e os poetas presentes, dei a palavra a Mário Jorge que, em nome do Executivo, anunciou o lançamento para Junho da II Colectânea de “Noites de Poesia em Vermoim - 2005-2009”, com poemas entrados até ao dia 4 de Abril 2009. Uma grande salva de palmas acolheu esta notícia…
que a noite que desce na cidade
quando na verdade que me inunda
o tempo é só o Inverno da idade…
ou até sempre, ou até nunca mais
e em mim deixou de haver porquês
pela morte de tantos ideais…
e troam sinfonias colossais
quando há mais mar que há marés
ecoando em crateras abissais…
é somente o rosto do cansaço
que faz em bagaço e em mosto
a vindimada vinha do espaço
que a terra, só exige o que lhe cabe;
voltemos à chegada, ao ser menino
é hora de regressar à eternidade!...
Maria Mamede
(Declamada pela própria)
A “Poesia na Net” ressentiu, penso eu, o tema proposto. Poucos foram os poemas enviados, tendo sido declamados os poemas Maria Paula Raposo (poema inserido no programa e declamado por Teresa Gonçalves), Leonel Olhero (declamado por Maria Mamede), e João Diogo ((declamado por José Gomes)).
Desta segunda parte escolhi este poema de Lisete Pinheiro, declamado por Fátima Leitão:
Praia Deserta
E o céu lá no alto
A testemunhar
Que eu era sozinha
Na praia deserta.
Só uma avezinha
Poisou num rochedo
E eu, quase a medo
Quis-me aproximar
Mas ela voou, voou, sem parar.
E pus-me a pensar:
Vou abrir a alma e desabafar,
E por uns momentos,
Tive a sensação
Que as ondas levaram
Para muito longe
Toda esta amargura
Do meu coração.
Ficou encharcada
De eu tanto chorar.
E sulcos gravados
De meus passos dados
No meu caminhar.
E ali fiquei
Quieta a olhar
O imenso mar
Que ouviu meus lamentos,
Que por uns momentos,
Tentei afogar.
(Declamado por Fátima Leitão)
Para não esquecer:
Novo livro de poesia de Maria Paula Raposo
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Dia 2 de Maio 2009
– “Noites de Poesia em Vermoim” –
Tema: MAIO, MADURO MAIO.
Um abraço e até lá.
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