A reportagem da Noite de Poesia em Vermoim - 7 Julho 2012
Mais uma Noite de Poesia em Vermoim com muitas ausências (parece que, apesar da crise, as férias são um bem que todos querem continuar a usufruir) mas também com presenças de poetas que já não nos visitavam há muitos anos, além de caras novas que encheram de alegria este Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim. Foi muito bom vê-los, nomeadamente Miguel Leitão, Jorge Carvalho e Olívia Oliveira.
A animação musical esteve a cargo de Fernando Ribeiro que nos presenteou com a sua voz e com as canções que nos encantou. Poderão ouvir as suas interpretações no Facebook.
A mesa desta vez esteve desfalcada de um elemento (Mário Jorge que por razões pessoais não pode estar presente). Mas a Maria Mamede, a Olga Freire e o José Gomes deram bem conta do recado.
Colaboraram nesta Noite de Poesia os poetas:
Armindo Cardoso, Fernando Neto, Teresa Vaz, Pedro Cabral, Jorge Carvalho, Maria Mamede, José Ribeiro, Irene Lamolinairie, José Carlos Moutinho, Fernanda Garcias, Silvino Figueiredo, Olívia Oliveira, José Gomes, João Diogo (Poesia na Net), Marília Teixeira, Angelino Santos Silva e Miguel Leitão.
Angelino Santos Silva convidou os presentes para o evento abaixo:
Olga Freire "justificou" a ausência de Mário Jorge e anunciou a inauguração da Exposição "Casa do Xisto" do artista Fernando Pereira, no próximo dia 21 de Julho, pelas 21,30, no Salão de Exposições da Junta de Freguesia de Vermoim.
Voltamos, caso tudo corra bem e houver poetas dispostos a aturar-mo-nos, no próximo dia 1 de Setembro de 2012, no mesmo local e na mesma hora. O tema proposto é MULHERES.
No passado sábado, dia 2 de Junho de 2012, no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Vermoim, pelas 21,30 (mais coisa, menos coisa!) e como já vem sendo hábito mensalmente, poetas e amigos da poesia encontraram-me para mais uma tertúlia, desta vez com o tema CEREJAS.
Desta vez foi uma dor de alma olhar para o Salão Nobre da Junta e ver as amplas clareiras, o vazio de amigos dentro do salão que se conjugava com o cair soturno e ritmado da chuva lá fora... A minha primeira reacção foi desistir de tudo, ainda esbocei uma fuga para a frente desaparecendo porta fora, mas não quis repetir a mesma cena (mas por motivos diferentes) há uns sábados atrás (lembras-te, Mamede)... e pensei, se a Irene tivesse levado o Maestro como estava combinado, seria uma grande bronca!!! E voltei para o meu lugar, com a cauda entre pernas e a cabeça em baixo! E nem queiram saber que nem umas cerejitas em carne e osso apareceram...
Não tivemos nem cerejas, nem música, nem a maioria dos poetas residentes... e até as caras de alguns entusiastas do futebol, com os ouvidos colados às telefonias, não ajudou a aliviar o ambiente... antes pelo contrário!
Colaboraram nesta Noite os poetas Leonel Olhero e João Diogo (na rubrica Poesia na Net), Marília Teixeira, Fernando Neto, Armindo Cardoso, José Ribeiro, José Gomes, Jaime Gonçalves, Fernanda Garcias, Angelino Santos Silva, Maria Mamede, Olga Cardoso e, pela primeira vez, nas Noites de Poesia em Vermoim tivemos o prazer de ouvir Mário Jorge a declamar poesia.
José Gomes informou os presentes do acidente sofrido pela Helena Guimarães, poetisa e habitual frequentadora destas tertúlias, internada a recuperar de uma fractura da tíbia, lendo em sua homenagem e com os desejos de rápidas melhoras este poema do seu último livro "Contigo...à Lareira":
Não sei...
Não sei. Não é dor o que sinto, nem vazio, nem desejo.
É a mágoa da perda pela própria demissão de abraçar o infinito. A covardia de um rito. É a incompreensão da entrega num beijo que me prendeu a alma me despertou um soluço e me orvalhou o olhar.
É não existir razão de haver um sim e um não.
É uma alma aberta expressa em palavras claras, onde há lágrimas caladas que me cobrem, me fustigam, me fazem sentir mesquinha.
É preconceito, é dilema, é razão ou sentimento, o querer e não querer colher na vida o momento, o sonho e a fantasia que é minha.
(Helena Guimarães)
Os poetas presentes continuaram a declamar aqueles poemas que guardavam para dias como estes... fora do tema desta Sessão, mas com a qualidade que nos habituaram.
Voltaremos em Julho se tivermos engenho, arte... e poetas para encher este bonito salão. O tema é MAR. Então, até ao dia 7 de Julho de 2012.
Para quem quiser ler na íntegra o artigo sobre cerejas que consta do programa distribuído visitem:
Antes de partirmos para Vermoim a Mamede e eu chegamos a pensar se valeria a pena fazer esta Noite de Poesia em Vermoim. Estávamos a concorrer com dois acontecimentos que costumam arrastar multidões: futebol e o Festival de Música da Maia.
Não só os nossos amigos poetas que habitualmente estão presentes nestes primeiros sábados de cada mês mas também e, especialmente, a presença assegurada do Fernando Ribeiro que, de muito longe (Ovar) vinha "para nos dar a sua música e a sua voz" era o motivo e a força suficiente para estarmos presentes nesta Sessão de Poesia. Só fariam falta os que estivessem presentes. Ainda bem que pensamos assim porque esta Noite de Poesia foi das melhores que já aconteceram em Vermoim.
Fernando Ribeiro trouxe consigo Pedro Sá que nos encantaram com a combinação da viola e do violino ("o violino chora e até eu chorei!" - disse-nos, comovida, a Helena Guimarães).
Apareceu, pela primeira vez, uma jovem e simpatiquíssima senhora de 88 anos, húngara de nascimento e portuguesa pelo coração e pelo matrimónio que nos encantou com as suas declamações espontâneas (tinha vindo apenas para assistir a esta tertúlia), de cor - imaginem! - e a leitura de um poema de um livro que lhe emprestaram na hora (sem óculos!!!)... e sempre com um sorriso que encantava.
A Noite de Poesia começou com uma versão muito pessoal de "Maio Maduro Maio" interpretada pelo Fernando Ribeiro, acompanhado pela sonoridade do violino do Pedro Sá que arrancou fortes aplausos do público presente.
Participaram nesta Noite de Poesia, com poemas do tema:
Armindo Cardoso - "Maio Maduro Maio, / está maduro e nós olhamos / e mesmo que o não queiramos, / é sempre o mês das flores, / de Maria e dos amores, / e que contnte ficamos; / (...)".
Teresa Vaz - "Meu mês, meu único aconchego / Maio mês do meu único abrigo / Desde que nasci foste sempre meu amigo / Pego na tua mão e caminho sem medo / (...)".
José Ribeiro - "Quatro meses, para trás / Verdes; fez, Maio Maduro, / Pelo tempo passar / Até aí, viu-se a realidade de tudo, / Quye a vida tem, no lugar. / (...)".
Maria Mamede - "No Maio deste ano / nada peço... / cansada / no verso e no reverso / das bolorentas promessas / de melhora / é com dor / que vejo ir embora / a esperança que tive / e que professo / (...)".
Helena Guimarães - "Maio, mês das flores / da esperança, dos amores, / Maio
do meu País, / que
viveu alegre e incauto / a
pensar que a liberdade / tinha
sido conquistada, / com
cravos e armas caladas. / Direito
ao trabalho e ao pão. / Não
se faz assim uma Revolução! / Deixaram
crescer no ventre / com
bonomia crescente / o
polvo que nos matou. (...)"
Participaram, ainda, nesta Noite de Poesia:
Pedro Cabral, Mané, Irene Lamolinairie, Marília Teixeira, Manuela Miguéns, José Gomes, Olga Freire e Marta Gencsi (uma simpática senhora de 88 anos, que nos visitou pela primeira vez, que vinha apenas assistir mas acabou por nos encantar não só pela simpatia que irradiava mas também pela força com que nos disse Poesia).
Participaram, ainda, nesta Noite de Poesia com poemas enviados pela Net:
Silvino Figueiredo (Figas), José Carlos Moutinho, Leonel Olhero e João Diogo.
Em Momentos Musicais...Fernando Ribeiro tocou e encantou, acompanhado pelo violino e a virtuose de Pedro Sá - este homem foi um espectáculo!
Ouvimos e comovêmo-nos com as interpretações, algumas pessoais, de Maio Maduro Maio (José Afonso), Hasta Siempre, Comandante (Carlos Puebla), Perdidamente (Luís Represas), Cantar de Emigração (Adriano Correia de Oliveira), Do Que o Homem é Capaz (José Mário Branco), A Morte Saíu à Rua (José Afonso) e mais algumas interpretações em que sobressaiu a força e a melodia do violino do Pedro.
Quem trocou esta Noite não sabe o que perdeu!
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DA INQUIETUDE DAS PALAVRAS
de José Carlos Moutinho
Biblioteca Municipal da Maia
12 de Maio 2012 21, 15 horas
A Reportagem da Noite de Poesia do dia 5 Março 2011
Mais uma "Noite de Poesia em Vermoim" prestes a começar. Pelo Salão Nobre, de pé ou sentados, os participantes na Noite conversavam animadamente.
Na mesa os coordenadores consultavam as suas notas e registavam os participantes na tertúlia.
Ao consultar com mais atenção o Programa, José Gomes deixou escapar uma expressão de desagrado, ao verificar o erro no "Momentos musicais com...". Esta noite não teríamos a presença de Carlos Andrade mas sim de Pedro Gomes, da Filarmonia de Vermoim, que iria preencher este espaço com música mais ligeira, interpretada em flauta.
O nosso convidado desta Noite foi Nelson Ferraz.
"Nasceu no Porto em 1952. Foi colaborador, nos anos setenta, do Jornal “Notícias de Chaves” e nos anos oitenta, da revista “Espaço Aberto” do GCDT do BESCL. Livros de Poesia editados: “Ternura”, 1977 (edição de autor); “Sintomas”, 1978 (edição de autor); “Coisas do Tempo”, 1999 (edição do SBN); “As Palavras Côncavas”, 2003 (Editora Ausência). Livros em Prosa editados: “À esquerda de deus”, 2004 (Editora Ausência); “O Coleccionador de Bugigangas”, 2008 (edição de autor). Colaborador nos cadernos “Pinguim Poesia em Pó” (micro colecção semanal do “Pinguim Café”), na Antologia “100 anos Federico Garcia Lorca” – Homenagem dos Poetas Portugueses, 1998 (Universitária Editora) e nos Jornais “Correio do Douro” e “Gondomar Actual”. Participação na Antologia Poética “Além do Arco-Íris”, 1989 (GCDT do BESCL), na Colectânea de Poesia “Novíssimos”, 2004 (Editora Ausência); na Colectânea de Poesia “Aurora de Poetas”, 2008 (Campo das Letras) e na “II Antologia das Noites de Poesia em Vermoim”, 2009 (edição J.F.Vermoim).
É cronista dos Jornais “Maia Hoje” e “Gondomar Económico” e membro da APE (Associação Portuguesa de Escritores) desde 1978".
Maria Mamede encarregou-se de apresentar o nosso convidado que foi o seu padrinho literário, juntamente com o poeta Egipto Gonçalves. "Escrever é um martírio mas também uma benesse" - disse Nelson Ferraz, na sua breve intervenção. "Para mim a poesia é o Amor, o Sonho, a Memória e as Inquietações". "Escrevo a minha revolta contra as injustiças e a falta de compaixão". "Os poetas não podem virar as costas àquilo em que acreditam".
Amílcar Mendes, no seu estilo habitual, "disse as coisas que Nelson Ferraz escreveu".
Pedro Gomes, membro da Filarmonia de Vermoim -um projecto musical e cultural multifacetado, que foi criado em Fevereiro de 2006, por habitantes de Vermoim em colaboração com a Junta de Freguesia e 45 jovens instrumentistas de sopro e percussão, na sua maioria maiatos, com formação ao nível musical - fez a ligação musical com a poesia, propriamente dita, pelos seguintes poetas:
Armindo Cardoso, Maria José Santos Leite, Teresa Vaz, Pedro Cabral, Manuela Carneiro, José Carlos Moutinho (que nos leu pela primeira vez trabalhos seus), Maria Mamede, José Gomes, Manuela Miguéns, Teresa Gonçalves, Cesário Costa, Maria Lourdes Costa e Amílcar Mendes.
Jaime Gonçalves, Irene Lamolinairie, Leonel Olhero, Angelino Santos Silva e Fernanda Garcias, ausentes nesta Noite de Poesia em Vermoim mandaram, juntamente com os seus poemas, um abraço para todos os presentes.
Mário Jorge chamou a atenção para os Censos 2011, a começar já na próxima segunda feira. Os resultados dos Censos 2011 vão dizer-nos: Quantos somos? Como vivemos? O que fazemos?
Estiveram presentes os livros CAIS DA ALMA, recentemente lançado em Vermoim pelo poeta José Carlos Moutinho e O COLECCIONADOR DE BUGIGANGAS de Nelson Ferraz.
A próxima Noite de Poesia em Vermoim é no dia 2 de Abril de 2011 e o tema sugerido é "O DESPERTAR DA TERRA".
Reportagem da “Noites de Poesia de Vermoim” - 4 Abril 09
Ontem, noite de sábado, tivemos a nossa habitual “Noites de Poesia em Vermoim”, com uma sala menos cheia do que é normal, sem a presença de música e canções pelos e, pior que isso tudo, sem uma pequena referência aos 10 anos de actividade destes serões de poesia em Vermoim.
Deixo-vos com o programa daquela sexta-feira de 9 de Abril de 1999 e cujo tema sempre foi mais poético do que o de ontem: A PRIMAVERA… para recordar!
Depois da troca de cumprimentos entre a mesa e os poetas presentes, dei a palavra a Mário Jorge que, em nome do Executivo, anunciou o lançamento para Junho da II Colectânea de “Noites de Poesia em Vermoim - 2005-2009”, com poemas entrados até ao dia 4 de Abril 2009. Uma grande salva de palmas acolheu esta notícia…
Maria Mamede abriu a Sessão de Poesia, com um inédito seu, seguindo-se as declamações de poemas dos poetas Armindo Cardoso,Inocêncio Vidal, Ercília Freitas, Adérito Morais, Fernanda Garcias, Natália Vale (que nos disse poesia pela 1ª vez), Fátima Leitão, José Gomes, Irene Lamolinairie, Teresa Gonçalves e Manuela Miguéns..
Desta primeira parte escolhi o poema declamado pela Maria Mamede e que faz parte do seu “trabalho de casa”:
Tempestades
Quando no peito a noite é mais profunda
que a noite que desce na cidade
quando na verdade que me inunda
o tempo é só o Inverno da idade…
quando no olhar há só talvez
ou até sempre, ou até nunca mais
e em mim deixou de haver porquês
pela morte de tantos ideais…
quando o tempo põe a capa do invés
e troam sinfonias colossais
quando há mais mar que há marés
ecoando em crateras abissais…
e quando o mistério que há no rosto
é somente o rosto do cansaço
que faz em bagaço e em mosto
a vindimada vinha do espaço
feche-se a porta, cumpra-se o destino
que a terra, só exige o que lhe cabe;
voltemos à chegada, ao ser menino
é hora de regressar à eternidade!...
4/Abril/2009
Maria Mamede
(Declamada pela própria)
A “Poesia na Net” ressentiu, penso eu, o tema proposto. Poucos foram os poemas enviados, tendo sido declamados os poemas Maria Paula Raposo (poema inserido no programa e declamado por Teresa Gonçalves), Leonel Olhero (declamado por Maria Mamede), e João Diogo ((declamado por José Gomes)).
Na segunda parte desta Noite de Poesia foram declamados poemas por Adérito Morais, Maria Mamede (com a sua homenagem a Vermoim, através da declamação de poemas seus inseridos no seu liveo “Poemas Maiatos”), José Gomes (que lembrou ABRIL, declamando 2 poemas de Ary dos Santos), Fernanda Garcias, Inocêncio Vidal, Isabel Guerra, Natália Vale, Ercília Freitas, Fátima Leitão, Aloísio Nogueira(que mostrou a sua veia poética através de um curto mas bem humorado poema), Irene Lamolinairie, Teresa Gonçalves (que lembrou a apresentação da II Antologia de Poetas Lusófanos, a ter lugar no dia 5 de Abril, no Mosteiro da Batalha. Nesta Antologia participam, entre outos, Paula Raposo, Amita(Fátima Fernandes) e Aida Viegas) e Armindo Cardoso.
Terminamos mais cedo que o costume, não fosse a “Tempestades” fazer das suas…
Desta segunda parte escolhi este poema de Lisete Pinheiro, declamado por Fátima Leitão:
Sábado, 03 de Janeiro de 2009 - a Reportagem da NPV
A reportagem da última Noite de Poesia em Vermoim - 3 de Janeiro de 2009
A preparação desta primeira “Noite de Poesia em Vermoim” de 2009 foi recheada de peripécias, desde a falha dos convites a serem enviados pelo correio, às datas incorrectas nos diversos meios de publicitação que utilizamos, até à troca do tema, que cheguei a temer que o número de participantes fosse mesmo diminuto.
Felizmente tal não aconteceu e fomos recebidos com um Salão razoavelmente preenchido … será que desta vez foi, realmente, a última Noite de Poesia na Junta antiga de Vermoim?
Coube a mim o papel de abrir a “Noite de Poesia” com os desejos de um BOM ANO, em nosso nome e no da Junta de Freguesia de Vermoim, as minhas desculpas pelos “falhanços” atrás referidos e dar a palavra a Maria Mamede que declamou este poema:
LUAR DE JANEIRO
Diz-se não haver parceiro
para o luar de Janeiro
mas não sei se acredito!
Confesso, acho-o bonito
no seu brilhar cintilante
que vai pla noite adiante
como fosse dia claro…
mas isso de não ser igual
quem o escreveu? Afinal
quem pode ter a certeza?
Um outro mais sei que há
assim brilhante e formoso
pois que também é famoso
o de Agosto e vejam lá
qual será deles que ganha?
Cá pra mim, isso é patranha
d’algum par de namorados
desses todos encantados
a beijar à luz de prata
ou até d’alguma gata
que há lua e aos gatos mia…
nem me importa se é mania
cada qual terá as suas:
na verdade o que me interessa
nesta conversa ao luar
é que, gosto de o ver brilhar;
lá no cimo, em céu aberto
redondinha, luzidia
a lua, à noite faz dia
e está tão perto, tão à mão
que me dá a impressão
de que lhe posso tocar;
e pra final de conversa
volto ao começo: - ora essa!
Que mania tem quem diz
que o luar de Janeiro
é um luar sem parceiro…
amo todos por igual
e não vejo nenhum mal
em amar todos a eito;
Janeiro, Agosto qu’importa
o bom é tê-los à porta
e a brilhar dentro do peito!...
(Maria Mamede – 27 Jan 99)
Seguiram-se poemas declamados por Adérito Morais, Manuela Carneiro, Cesário Costa, Lourdes Costa, Silvino Figueiredo (o Figas) e Elisabete Carvalho.
“Espero que tenham tido Boas Festas de Natal e Fim de Ano. As minhas de Natal foram boas mas as de fim de ano passeias cheias de gripe, talvez fruto da minha prenda do sapatinho. Tentei fazer um poema "Luar de Janeiro", mas como o luar faltou e a chuva caiu, como na verdade aconteceu, fiz o trabalho que lhe envio em anexo. Não é muito o meu tipo de poesia, mas foi o que se pode arranjar. (…)e um abraço para o meu Amigo, extensivo a todos os Poetas que frequentam as Noites de Poesia em Vermoim.” – foi assim que José Gomes introduziu o poema enviado por Armindo Cardoso, inserido na rubrica “Poesia na Net”.
Maria de Lourdes Diogo, com a sua jovialidade característica, anunciou a sua partida para o Brasil. A partir desta Noite de Poesia só os teremos entre nós, através da rubrica “Poesia na Net”. Interpretou excertos de poemas de Maria Mamede.
Foi então que a música entrou pelo Salão e um numeroso grupo de figurantes vieram cantar-nos as Janeiras.
Teresa Gonçalves, Helena Guimarães, Manuela Miguéns, Jaime Gonçalves, Nadina Carvalho (poetisa e autora do livro “Os dias do silêncio” que nos visitou pela primeira vez) e Albino Santos apresentaram-nos os seus trabalhos sobre o tema. Jaime Gonçalves deu voz a Inocêncio Vidal, ausente nesta Noite de Poesia, através do poema que lhe entregara. Aproveitou a oportunidade para anunciar a 2ª apresentação do livro de Inocêncio Vidal, “Folhas de Outono”, que terá lugar no dia 17 de Janeiro, sábado, pelas 16 horas. Na Junta de Freguesia do Bonfim.
Maria Mamede e José Gomes, na rubrica “Poesia na Net”, leram poemas enviados por Paula Raposo, Helena Maltez e Amita – Fátima Fernandes.
Na 2ª parte desta Noite de Poesia, no tema “Livre” foram apresentados pelos próprios trabalhos de António Castilho Dias (que, pela primeira vez, se aventurou – e de uma forma agradável! – pela Poesia), Fernanda Garcias, Adérito Morais, João Diogo, Maria de Lourdes Diogo (que, em jeito de despedida, dedicou à Milú e ao José Gomes, o poema “As Duas Rosas” de Castro Alves.
Cesário Costa, Maria Lourdes Costa, Silvino Figueiredo (Fisgas), Elisabete Carvalho, Manuela Carneiro, Helena Guimarães, Maria Mamede, Jaime Gonçalves, Inocêncio Vidal (pela voz de Jaime Gonçalves), Teresa Gonçalves, Nadina Carvalho e Albino Santos apresentaram os seus poemas.
José Gomes leu um poema de Rogério Pereira (assinado como “Big Monstro Azul”) enviado através da rubrica “Poesia na Net” e dedicou este poema de Miguel Torga a todos os presentes, com o desejo de um BOM ANO, em nome da Junta e do Movimentum:
Poema para o Novo Ano…
Recomeça….
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…
Miguel Torga
OTema para a próxima “Noite de Poesia em Vermoim” – 7 de Fevereiro de 2009 - é: “MANHÔ.
Boa inspiração e… até lá!!!
Não esquecer:
Sábado, 17 de Janeiro de 2009, às 16,00 horas, o Inocêncio Vidal faz a 2ª apresentação do seu livro “FOLHAS DE OUTONO” na Junta de Freguesia do Bonfim (a paragem do Metro é mesmo enfrente).